Saúde Mental e Psicopatologia I
Fundamentos da Psicopatologia como ciência do sofrimento psíquico; critérios de normalidade e o limite entre sofrimento e transtorno mental; Semiologia Psicopatológica — o vocabulário técnico (fenômeno, sinal, sintoma, síndrome, doença, diagnóstico, prognóstico) e o método clínico de observação (observar, ouvir, descrever, compreender, interpretar); panorama das funções psíquicas avaliadas no exame psicopatológico.
Temas da disciplina
- O que é Psicopatologia: etimologia (psyche/pathos/logos), definição e para que serve (observar, classificar, compreender)
- História da Psicopatologia: da possessão demoníaca a Hipócrates, Kraepelin, Freud e a virada fenomenológica de Karl Jaspers
- Os seis critérios de normalidade: estatístico, cultural, subjetivo, funcional, médico e ideal — vantagens e limitações de cada um
- Sofrimento ≠ Doença: as três perguntas clínicas essenciais (sofrimento subjetivo, prejuízo funcional, desvio do esperado) e o conceito DSM-5 de transtorno mental
- Semiologia Psicopatológica: o que é (ciência dos sinais), Semiologia Médica x Psicopatológica
- Vocabulário clínico fundamental: fenômeno, sinal, sintoma, síndrome, doença, diagnóstico e prognóstico
- O Método Clínico (tradição de Jaspers): observar, ouvir, descrever, compreender, interpretar — e por que o diagnóstico é sempre o último passo
- As funções psíquicas avaliadas no exame psicopatológico: consciência, atenção, orientação, memória, sensopercepção, pensamento, linguagem, humor, afeto, psicomotricidade, vontade, insight e juízo crítico
- Erros comuns na observação clínica: rotulação precoce, confundir comportamento com diagnóstico, viés cultural, viés de confirmação e excesso de confiança
- Linguagem técnica vs. imprecisa na descrição clínica — por que a forma de descrever protege o paciente e sustenta o rigor científico
- Estrutura do Exame do Estado Mental: aspecto geral, consciência, funções cognitivas, afeto/humor, pensamento/linguagem e sensopercepção
- Neurodesenvolvimento cerebral: proliferação, migração, sinaptogênese, poda sináptica e mielinização como janelas de vulnerabilidade e plasticidade psicopatológica
- A tríade genes × ambiente × tempo e o modelo de vulnerabilidade x resiliência na psiquiatria contemporânea
Materiais (5)
PDF · clique para abrir Abrir › Slides: Semiologia Psicopatológica (Aula 2)
PDF · clique para abrir Abrir › Exame do Estado Mental — Entrevistas Iniciais em Saúde Mental (slides, Aula 3)
PDF · clique para abrir Abrir › Neurodesenvolvimento e Neurociência das Psicopatologias (slides, Aula 4)
PDF · clique para abrir Abrir › Atividade da Aula 4: análise da série documental "Babies" (Netflix) — grupos por tema de neurodesenvolvimento
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Indicado nos slides de Semiologia Psicopatológica
Resumos de aula
Por que estudar Psicopatologia?
Aula de abertura com o prof. Eduardo Antonio Tedeschi, em 4 blocos: apresentação da disciplina (objetivos, metodologia, avaliação); definição de Psicopatologia a partir da distinção de Karl Jaspers entre explicar (erklären) e compreender (verstehen), com a experiência vivida do paciente como centro; os seis critérios de normalidade (estatístico, cultural, funcional, subjetivo, ideal, médico), nenhum suficiente isoladamente; e uma atividade prática em grupo ("Normal ou Patológico?") analisando vinhetas clínicas.
🗓 06/08/2026Semiologia Psicopatológica
Aprendendo a observar o comportamento humano: retomada da diferença entre normalidade e patologia; a Semiologia como ciência dos sinais (do fenômeno ao diagnóstico); os conceitos de fenômeno, sinal, sintoma, síndrome, doença, diagnóstico e prognóstico; o método clínico de Jaspers (observar, ouvir, descrever, compreender, interpretar); introdução panorâmica às funções psíquicas; oficina prática de "observar vs. interpretar" com vinhetas clínicas; e os erros mais comuns da observação clínica (rotulação precoce, viés cultural, viés de confirmação).
🗓 13/08/2026Exame do Estado Mental — Entrevistas Iniciais em Saúde Mental
Aula sobre a entrevista clínica inicial em saúde mental, apoiada em Mackinnon & Michels e James Morrison: a entrevista já é parte do cuidado, não serve só para diagnosticar — exige escuta empática, respeito ao tempo do paciente, ausência de indução e atenção ao contexto biopsicossocial. Detalhou a síntese da entrevista inicial (queixa principal, histórico da doença atual, estressores, tratamentos prévios, histórico pessoal/social/familiar, uso de substâncias) e a estrutura do Exame do Estado Mental propriamente dito: aspecto geral, consciência (neuropsicológica, psicológica, ético-filosófica), funções cognitivas, afeto e humor, pensamento e linguagem, e sensopercepção.
🗓 18/08/2026Neurodesenvolvimento e Neurociência das Psicopatologias
Aula sobre as bases neurobiológicas do desenvolvimento cerebral e sua relação com a psicopatologia: os estágios do neurodesenvolvimento (proliferação, migração, diferenciação, sinaptogênese, mielinização e poda — esta última se estendendo até os 25-30 anos no córtex pré-frontal) como janelas simultâneas de vulnerabilidade e plasticidade. Apresentou a Regra de Hebb e a potenciação de longa duração (LTP) como base da aprendizagem, o papel da micróglia na poda sináptica, os quatro tipos de plasticidade cerebral, e fechou com a tríade genes×ambiente×tempo e o modelo de vulnerabilidade x resiliência na psiquiatria — com um mapeamento de fatores de risco/proteção por fase da vida (pré-natal, infância, adolescência). Atividade da aula: grupos analisaram episódios da série documental 'Babies' (Netflix) relacionando observação do desenvolvimento infantil aos conceitos vistos.
Bibliografia
2 dos livros da bibliografia básica (Dalgalarrondo e Jaspers) já estão disponíveis pra download completo na aba Materiais. Morrison, Gabbard, Sims e Krueger/Blaney também já foram localizados no acervo local, mas ainda não anexados — só falta Stanghellini. O Plano de Ensino oficial ainda não foi disponibilizado no AAE para esta disciplina; ementa e bibliografia acima foram extraídas diretamente dos slides das aulas com o professor Eduardo Antonio Tedeschi.
Livros relacionados à disciplina
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